A Gigantesca Barba do Mal é uma Graphic Novel best-seller do The New York Times do ilustrador e cartunista Stephen Collins. Aqui no Brasil ela é publicada pela editora Nemo, que é o selo de quadrinhos do Grupo Autêntica, com tradução de Eduardo Soares.
Essa Graphic Novel vai contar a história de Dave, um homem que mora em Aqui. Aqui é uma ilha onde tudo é perfeito e organizado, nada é fora do lugar em Aqui. E Dave, como bom morador de Aqui, não foge a regra. Até que um dia, uma barba gigantesca e imparável começa a crescer no rosto de Dave, e junto com ela alguns questionamentos sobre Aqui e Lá.
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Essa foi a terceira Graphic Novel que li para a Maratona GN/HQ e foi a minha favorita de todas! Eu adorei o traço e o estilo das páginas, todas são em preto e branco, com desenhos que parecem ter sido feitos com lápis. As ilustrações são bem suaves e dão uma ideia de organização para a história, e acredito que seja intencional, para representar ainda mais o estilo de vida de Aqui.
Além de ter um traço bem agradável de ler, a história traz reflexões bem importantes sobre como nos comportamos em sociedade. A reação das pessoas quando a Barba surge demonstra muito como o ser humano lida com aquilo que é diferente do que ele julga ser o padrão. Vemos a evolução de todo o comportamento humano com relação ao diferente: o estranhamento e a curiosidade seguidos de raiva e indignação, gerando um grande preconceito, falas odiosas e medidas drásticas para lidar com o diferente.
Podemos relacionar a reação dos moradores de Aqui à Barba com diversas coisas, como preconceito racial, sexual, xenofobia e muitos outros tipos de julgamentos feitos ao que é diferente do que se considera o padrão. O mais interessante é ver o que aconteceu com as pessoas de Aqui quando Dave se foi junto com a Barba: as mesmas pessoas que ostentavam placas pedindo sua destruição e o culpando por seus problemas, tornaram-se a pessoas que compravam souvenirs e orgulhavam-se em dizer que haviam visto a história de perto.
Além dessa discussão sobre como as pessoas encaram o diferente, a história também nos leva a refletir sobre como as vezes acabamos levando a vida numa rotina tão automática que nem paramos para pensar sobre o que fazemos e porque fazemos. Somos escravos de números e hábitos que muitas vezes nem compreendemos por que existem ou porque ainda os reproduzimos. Questionar o mundo ao nosso redor é essencial para o progresso e muitas vezes deixamos de fazer isso para não quebrar o conforto da nossa rotina.
Foi uma leitura bem rápida e que me fez pensar bastante, o tipo ideal de livro para começar a conhecer esse universo de Graphic Novels! Uma baita recomendação para todos vocês que queiram conhecer mais sobre o estilo.
Nota: ★★★★

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