O Cemitério é um livro do autor Stephen King que foi publicado pela primeira vez em 1983 e foi adaptado para o cinema 3 vezes. A adaptação mais recente estreou agora no mês e maio e o livro ganhou uma reedição com uma sobrecapa com o poster do filme pela editora Suma de Letras.
O livro vai contar a história de Louis Creed, um médico que se muda com sua esposa e seus dois filhos para uma cidadezinha no Maine. Ele logo faz amizade com o vizinho da frente, um idoso de 83 anos que os leva em um passeio pelas redondezas. Nesse passeio, eles conhecem um cemitério de animais onde as crianças costumavam enterrar seus bichinhos que morreram, mas existem muitos outros segredos por trás desse lugar, que vão acabar mudando a vida da família Creed para sempre.
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Eu li esse livro porque queria muito assistir ao filme novo que lançou, e gostaria de já conhecer a história de sua fonte original. No fim, o filme não veio para minha cidade e acabei ficando só com a leitura do livro mesmo, vou aguardar até ele estar disponível para aluguel na Google Play Filmes.
Eu li poucos livros do King, mas um dos que li foi It a coisa, então eu tinha altíssimas expectativas para essa leitura. Novamente, as altas expectativas fizeram com que eu me decepcionasse com a leitura. A história é bem no estilo do King, mesmo tendo lido poucos livros do autor é bem fácil de identificar os padrões na dinâmica dos personagens, nos diálogos e no clima da história.
Eu achei esse livro bem lento no começo. Não é daqueles livros maçantes de ler, mas você basicamente fica acompanhando a rotina da família, as conversas, coisa básica. Aí tem um acontecimento que desencadeia todos os outros e eu achei que as coisas iam começar a se agitar, mas tudo volta no maior marasmo. Fica aquela sensação de “alguma coisa pode acontecer a qualquer momento”, mas a vida deles continua e volta naquele padrão dia a dia no Maine.
Até aí, eu ficava toda hora sabendo que alguma coisa bem ruim iria acontecer, mas o livro foi chegando em 60% e nada... Até que chega na parte 3 do livro e um fato deixa bem claro como a história vai se desenrolar até o final, em 70% você basicamente já descobriu toda a trama e tudo que vai acontecer, mas as coisas DEMORAM MILÊNIOS PARA ACONTECER. Juro, toda a treta que você descobre de cara vai se desenrolar nas últimas 10 páginas do livro, e eu ficava toda hora “mas gente quando fulaninho vai voltar e matar todo mundo?”. A proposta de discutir e questionar o quanto o ser humano tem direito de interferir na morte é super legal e todo o mais, mas ela foi tão estendida nesses últimos capítulos, que eu só queria que a pessoa voltasse do mortos e matasse todo mundo logo porque eu não aguentava mais.
E no final, assim como em It, ficam várias coisas mal respondidas e explicadas. Um clássico final aberto que leva o leitor a criar a sua própria explicação para o que realmente estava acontecendo. Não gosto desse tipo de final, e assim como em It fiquei bem decepcionada com a explicação do que era a coisa que habitava o cemitério.
Como já disse, acho que minhas altas expectativas levaram a uma experiência decepcionante de leitura. Gostei das personagens e da dinâmica deles, mas o desfecho e a enrolação toda me fizeram tirar algumas estrelas dessa história no final. Acho que o King tem livros muito melhores e mais bem construídos, e não recomendo esse livro para quem ainda não leu nada do autor e deseja conhecer o estilo de escrita. Vamos aguardar agora a adaptação, para ver se é no mesmo estilo da leitura, ou se as coisas são um pouco mais dinâmicas e bem explicadas.
Nota: ★★

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